Somos os alunos da turma D do 6º ano da Escola Básica 2,3 de Avelar. Queremos aprender, queremos brincar, e queremos tentar melhorar o nosso mundo. Quem quiser ajudar, é bem vindo!
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Não podemos deixar de desabafar: andamos nervosos, sim senhor! Esperamos que tenham percebido que trabalhámos afincadamente para este projeto/concurso. E começámos a trabalhar cedo (há anos que andamos nesta luta!), mas...se leram as mensagens para trás, viram que sofremos alguns contratempos.
Têm sido umas semanas angustiantes, estas últimas: vêm as mesas adaptadas, não vêm? As rampas constroem-se? Não se constroem? Ai que dor de barriga que isto nos tem trazido!
Os dias vão passando...e cresce a incerteza. Não é verdade! Temos notícias : a nossa DT recebeu hoje, exatamente às dezanove horas e oito minutos, um telefonema do senhor presidente sa Câmara: CHEGARAM AS MESAS!!!!!
Estão na Câmara Municipal, e serão entregues amanhã na escola! VIVA!
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
O prometido é devido, por isso aqui estamos de novo.
É parte fundamental do nosso projeto divulgar informação sobre deficiências e acessibilidades. Decidimos, então, há já algum tempo, fazer, para os nosos colegas da turma E do 6º ano a mesma ação a que assistimos com o arquiteto Lima Pacheco. A mesma, é uma maneira de dizer. Quem somos nós para chegar tão longe! Limitamo-nos a "copiar" o que ele fez para nós, naquela célebre ação em que tanto aprendemos.
Vamos explicar o que foi feito:
A Maria (tinha de ser a Maria!) e a Catarina fizeram a "revisão da matéria", pois embora ainda nos lembremos de tudo o que aprendemos, é sempre bom recapitular. Depois, foi feito um power-point que serviu de guião, e através do qual se colocavam questões que levassem os nossos colegas a refletir sobre o tema das deficiências e das acessibilidades. Pusémos em prática os mesmos joguinhos que fizemos com o senhor arquiteto, pusemo-nos no papel de deficientes motores, visuais, etc.
Procurámos ( e conseguimos) entrar em diálogo com os colegas, e pareceu-nos que eles estavam bastante interessados. Alguns colocaram-nos questões muito importantes. O mais importante é que achamos que a mensagem chegou ao destino!
No fim da ação passámos um pequeno inquérito de avaliação da ação, e ficámos satisfeitas com os resultados.
Tivemos um pequeno "acidente" nesta atividade: queríamos filmar tudo, mas...a câmara de vídeo avariou mesmo quando mais precisávamos dela. Acontece! Tivemos que nos socorrer da máquina fotográfica, para desenrascar, e fizemos um pequenino filme que deixamos aqui.
Deixamos igualmente o inquérito que passámos e a análise dos resultados. Analisem vocês também e vejam como os nossos colegas ficaram motivados e despertos para a nossa causa. Para eles, o nosso obrigado!
Vídeo da ação
a) O que aprendi sobre deficiências? b) O que aprendi sobre acessibilidades? c) O que aprendi sobre barreiras físicas? d) A linguagem utilizada foi clara? e) Os materiais utilizados foram bem escolhidos? f) Os exemplos dados foram sugestivos? g) Fiquei mais sensível às questões ligadas aos deficientes. h) Sinto-me mais preparado para identificar barreiras físicas. i) Estou preparado para estar mais atento aos problemas com que se deparam as pessoas com deficiência. j) Estou disponível para colaborar em ações de sensibilização sobre direitos das pessoas com deficiência.
l) Sinto-me mais motivado para lutar pelos direitos das pessoas com deficiência.
Aqui fica também o nosso power-point, que serviu apenas de guião e motivação.
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Cá estamos de novo, hoje já com o filme da campanha de recolha de plástico.
Chamamos a atenção de quem nos vê para o entusiasmo de todos quantos colaboraram connosco nesta "aventura solidária", por uma causa que nos parece cada vez mais justa.
Reparem no saco de recolha, gentilmente cedido pela fábrica "Leca" (argila expandida), e que desta forma se associou a nós. São três metros cúbicos de saco para encher. Acreditam que, em apenas 20 minutos, já enchemos dois metros cúbicos? Por este andar não será difícil atingir a tonelada que queremos.
Vejam o vídeo, e digam lá se não temos razão... E colaborem! Dar não dói nada!
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Ainda nos lembramos bem da visita de estudo do ano passado, e já fizemos outra este ano!
Desta vez fomos visitar a fábrica das bolachas, a Cuetara, em Pombal, o Museu José Malhoa, nas Caldas, e o mosteiro de Alcobaça.
Para começar, no meio de tantas bolachas, não foi mau...E que engraçado é ver como se fazem! Começámos por ver um vídeo em que nos contaram a história da Cuetara, e como se fazem as bolachas. Depois seguimos, sempre com rigorosas medidas por questões de higiene, e visitámos o interior da fábrica e o processo de fabrico. É muito interessante. No final, como já esperávamos, ofereceram um saco de bolachas a cada um de nós.
Seguimos depois para Caldas da Rainha, onde almoçámos e descansámos um pouco, no jardim.Os alunos do 6º D tinham uma pequena surpresa que prepararam com os professores António Figueira e Nídia Valente. No fim do almoço, representaram uma pequena peça de teatro que contava a história dos amores de Pedro e Inês. Foi um momento de descontração para quem assistiu, porque os atores, esses, coitados, estavam nervosos...E o caso não era para menos. Acreditem ou não, fizeram apenas dois pequenos ensaios. Mas sairam-se muito bem, sim senhor! Parabéns!
A seguir, o destino era Alcobaça. Já tínhamos feito viagens virtuais ao Mosteiro, mas o que nós não sabíamos era o que esperava os nossos colegas Helena e João. Ficámos indignados!
O Mosteiro foi recentemente intervencionado, para fazer melhoramentos. Melhoramentos??? Onde?? Quais?? Reparem na fotografia que vos mostramos:
Estão a ver o lugar de estacionamento assinalado? Para deficientes, não é? E lá ao fundo, muito ao fuuuuuudo, estão a ver o Mosteiro? É longe, não é? Pois, mas é ainda mais longe do que parece, porque a entrada para pessoas com mobilidade reduzida fica para além da esquina onde se vê a seta. Tivemos de fazer todo o percurso que está assinalado a vermelho e ainda subir uma ladeira até encontrarmos a bendita rampa que nos dava acesso ao Mosteiro.
Não podemos deixar de registar a dedicação e o empenho das tarefeiras Fernanda e Elsa, que acompanharam o João e a Helena, bem como da motorista da carrinha, dona Anabela, que ajudou em tudo o que foi possível.
Dificuldades ultrapassadas, lá fizemos a visita, por acaso bastante interessante. E depois...foi o regresso a casa.
Agora deixamos aqui umas imagens da visita, entre fotografias e vídeos, para verem o nosso desempenho na peça "Os amores de Pedro e Inês".
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Já lá vão uns meses desde que começámos a nossa campanha de recolha de tampinhas de plástico, para adquirir material para a escola...Hoje, tal como estava combinado, foi feita a primeira recolha "oficial" de material recolhido pelos alunos.Nós sabíamos que a campanha ia ser um sucesso (com alunos como estes, não era de esperar outra coisa), mas estávamos longe de imaginar que seria tão grandioso!
Aliás, o nosso projeto está a correr tão bem, a turma tem-se mostrado tão empenhada e trabalhadora, que a direção do agrupamento decidiu alargar a campanha a toda as escolas que constituem o agrupamento! E nós agradecemos, pois claro!
Hoje, ficámos verdadeiramente felizes e até emocionados. Tanto plástico!!!! Tantos colegas, professores, funcionários e encarregados de educação a prestarem a sua colaboração!
Filmámos tudo, claro, mas hoje estamos tão cansados que já não fazemos mais nada. Um destes dias, aqui deixaremos o filme, está bem? Entretanto, deixamos aqui o cartaz que vai ser lançado a nível do agrupamento, para alargar a campanha de recolha de plástico.
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Diz o povo que "Quando Deus fecha uma porta abre sempre uma janela". Será? É capaz de ser verdade! É que tivemos entretanto notícias do senhor Presidente da Câmara! :)
Ah, pois! Na próxima semana vem à escola uma equipa liderada por um engenheiro para verificar de que modo podem atender ao nosso pedido sobre a eliminação de barreiras físicas.
Então pronto, voltamos a ficar alegres! E as mesas, se tudo correr bem, continuaremos a lutar por elas.
Entretanto, a nossa DT pediu uma audiência ao senhor Presidente, para esclarecer alguns aspetos relacionados com os nossos pedidos. Ficamos a aguardar boas notícias, para compensar a desilusão com a aquisição das mesas adaptadas...
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Estamos tristes!
Parece que deitámos os foguetes antes da festa, ou cantámos vitória antes do tempo...:(
Estávamos tão contentes com a disponibilidade da DREC para adquirir as mesas para o João e para a Helena...Vai-se a ver, hoje chegou um ofício a dizer que a DREC se congratula com a nossa participação no projeto Escola Alerta e enaltece a nossa iniciativa "em prol dos princípios de Igualdade de Oportunidade" mas sugerem "...a continuidade da exploração mais detalhada e exaustiva" e que "poderá a escola promover junto dos alunos a reflexão sobre como ultrapassar os confrangimentos encontrados"...
Mas nós já refletimos! Já procurámos outras soluções, mesmo recorrendo a carpintarias locais. As soluções encontradas, com alguma qualidade e dignidade, são mais caras do que as mesas que pedimos.
Sugerem igualmente o envolvimento da docente de educação especial. Claro que a docente de educação especial já está envolvida desde o princípio.
Agora, há que procurar alternativas! Parados não vamos ficar! Se já viemos até aqui, vamos ver se conseguimos outras soluções. Mas não podemos esconder o nosso desalento...
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Estivemos a pensar: então se conseguimos o apoio da DREC para nos ajudar a adquirir as mesas de trabalho para a Helena, agora ficamos aqui parados à espera? Já esgotámos o projeto? Hummm! Não nos parece! Uma etapa está quase cumprida, então vamos tentar dar mais um passo.
Fizemos o levantamento das barreiras físicas, não foi? Podemos (e vamos fazê-lo) propor soluções, mas sozinhos, certamente não conseguiremos concretizá-las.
Há que "arregaçar as mangas" e ver a que portas podemos bater.
Lembrámo-nos da autarquia. Será que vale a pena tentar? E por que não? Sabemos aceitar um "Não" mas sabia-nos tão bem receber um "Sim"!
Então, se fomos capazes de escrever ao senhor Ministro, não havemos de ter coragem para escrever ao senhor Presidente da Câmara?
"Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje"!
É já! Escrevemos a carta a pedir colaboração para a eliminação de algumas barreiras físicas (construção de algumas rampas, cobertura de valas, etc.)
Agora é só enviar e esperar que o senhor Presidente da Câmara seja tão rápido a responder como foi a DREC.
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
O nosso entusiasmo e persistência começam a dar frutos.
Hoje a nossa DT foi contactada pela Direção do Agrupamento. Disse-nos que foi recebido um mail da DREC a acusar a receção da nossa carta/pedido para equipamento adaptado para o João e para a Helena.
Parece que não é possível adquirir, porque não se encontra disponível em Portugal, a mesa que nós pedimos, mas mandaram alternativas para escolhermos. Aqui estão:
Agora a nossa DT e a professora Ilda de Educação Especial vão analisar e ver qual é a hipótese mais adequada. É claro que estamos contentes com este resultado, mas ainda ficaremos mais contentes quando virmos o novo equipamento. E até já estamos a pensar noutras coisas. Por exemplo:
Heim?? Digam lá que não é elegante este "utensílio" para qualquer pessoa com limitações poder beber água. Sabem de alguém que nos possa ajudar? Nós agradecemos toda e qualquer ajuda :)
Ufa! Finalmente o João veio à escola, no dia 23, depois de dois meses de ausência. Lembram-se que dissemos aqui que ele foi operado? Até fomos visitá-lo a casa.
Foi dia de festa!
Já sabíamos com alguma antecedência quando o João regressaria, por isso fizémos questão de o receber com a amizade toda que lhe temos. Elaborámos alguns cartazes, a diretora de turma fez bolachas (que a Inês não largou!), e assim combinámos esta surpresa.
Inicialmente, como já é costume, o João não reagiu, fez de conta que não era nada com ele. Mas depois de passados aqueles momentos iniciais, houve um pormenor importante que fez com que ele acordasse: a Susana ofereceu-lhe um pacotinho de cromos de jogadores de futebol. Nem queiram saber a alegria estampada naqueles olhitos marotos!
É importante dizermos aqui que foi neste dia que o João e a Helena finalmente se conheceram, e foi um momento emocionante!
É por eles, e por todos como eles que precisem de nós, que continuamos empenhados no nosso projeto Escola Alerta. Dentro de pouco tempo daremos noticias de novo.
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
É claro que nós confiamos no senhor ministro, e estamos certos que nos vai responder! Mas vamos parar por aqui e ficamos à espera? Não! enquanto aguardamos resposta, vamos continuando o nosso projeto inicial, que começou logo no início do ano letivo.
E o que pretendemos nós com esse projeto? Claro, melhorar a condição de vida dos colegas de toda a escola que vivam com limitações, sejam elas de que natureza for. Quando o projeto arrancou, pensámos essencialmente no João, mas os nossos horizontes abrangem toda a população escolar com necessidades motoras, auditivas, visuais, etc.
Por isso delineámos um projeto a que chamámos inicialmente "Tampinhas solidárias". Neste projeto definimos muitos objetivos, entre os quais uma campanha de recolha de tampinhas de plástico para aquisição de material necessário.
Recentemente descobrimos em Ansião uma voluntária, Clarisse Rodrigues, que se propôs ajudar-nos. De imediato aceitámos a oferta e cá estamos nós a dar continuidade ao nosso projeto.
Se nos quiserem ajudar com tampinhas ou qualquer tipo de embalagens de plástico, aqui fica o convite. Podem fazer as vossas entragas na Escola Básica nº 2 de Avelar ou na sede do Agrupamento, em Ansião. Nós agradecemos e estamos certos que todos se sentirão felizes por colaborarem. A causa é grande!
E já agora, conhecem o nosso projeto? Não?! Então vejam e...vá lá, ajudem-nos!
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
É já longo o nosso percurso nestas andanças de querer o melhor para o João. Agora, ao João juntou-se a Helena, igualmente merecedora da nossa atenção.
Como já aqui dissémos, aderimos ao projeto Escola Alerta, promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, para melhorar a vida dos nossos colegas na escola. Mas, claro, somos pequenos e temos pouco poder. Para sabermos mais sobre o que nos propunhamos trabalhar, fomos fazer pesquisas. Entre outras coisas, consultámos a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiância, que aqui deixamos para quem quiser consultar.
Começámos por fazer o levantamento das dificuldades que estes colegas sentem na escola. Identificámos as barreiras físicas e até fizémos notícia desse nosso trabalho. Mas, como é lógico, identificar dificuldades não chega: é preciso fazer alguma coisa para as ultrapassar.
Foi assim que descobrimos que as mesas e cadeiras das salas de aula não são as mais adequadas para o João e Helena.
Fizémos então uma pesquisa na internet e descobrimos que há muitas coisas adequadas à situação deles. Ai se nós tivéssemos dinheiro, as coisas que nós não faríamos por eles!
Bem, se não conseguimos fazer tudo sozinhos, podemos pelo menos tomar a iniciativa de pedir ajuda. E a quem é que nós decidimos recorrer? Nem mais nem menos: escrevemos ao senhor Ministro da Educação e à Senhora Diretora Regional de Educação do Centro! Estamos certos que a nossa voz há-de chegar ao destino e despertar consciências.
Se quiserem, podem ler aqui a carta que escrevemos. Podem também ver a mesa que pedimos.
Concurso Escola Alerta promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação
Com o objetivo de clarificar este conceito, e de aprender a lidar um pouco melhor com as pessoas portadoras de deficiência, convidámos o arquiteto Fernando Lima Pacheco, ligado ao projeto RAMPA (Regime de Apoio aos Municípios para a Acessibilidade) para vir conversar connosco.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, “Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatómica. Diz respeito à biologia da pessoa. A expressão “pessoa com deficiência” pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência”.
Para além de esclarecedora, a sessão foi muito animada, já que não nos limitámos a fazer o papel de simples ouvintes. Através de várias e diversificadas atividades propostas pelo senhor arquiteto, ficámos a conhecer uma boa parte das dificuldades que sentem as pessoas com deficiência, já que tivemos que “vestir a pele” de algumas: sem podermos ver o que estava dentro de um saco que nos foi estendido, retirámos um objeto; depois, apenas através da textura, da forma, do peso, da temperatura, a nossa tarefa era a de adivinhar o que tínhamos retirado. E assim ficámos a compreender que os cegos não veem mas sentem e podem, embora com maior dificuldade, compreender a realidade que os cerca.
Também através de outra atividade, desta vez com as mãos atadas com fita-cola, compreendemos as dificuldades que enfrentam as pessoas que não têm mãos, ou que têm graves deficiências nos membros superiores.
Aprendemos, sobretudo, que são muitas as deficiências, e que para todas elas existem maneiras diferentes de contribuir para que todos tenham as mesmas oportunidades e que vivam com a dignidade a que têm direito.
Perguntámo-nos no fim: podemos fazer alguma coisa para promover as condições necessárias a esta dignidade? Não temos dúvidas na resposta: claro que podemos! Nós já estamos a fazer a nossa parte, e convidamos quem nos ler a juntar-se a nós. Aderimos ao projeto Escola Alerta, promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação e contamos dentro de pouco tempo poder divulgar junto dos outros alunos da nossa escola tudo o que aprendemos com o arquiteto Fernando Lima Pacheco.
Ainda na mesma sessão, foi-nos apresentado um pequeno filme da “Turma da Mónica” sobre acessibilidades, e imaginem a nossa surpresa quando o comparámos com as nossas fotografias sobre o mesmo tema, publicadas aqui também (http://turminhadavelar.blogspot.com/2011/10/todo-o-cuidado-e-pouco-quando-se-trata.html). Vejam, comparem e digam lá se não trabalhámos bem!
Deixamos aqui algumas imagens da sessão de esclarecimento, para que possam apreciar o nosso empenho nesta causa, e também o vídeo da Turma da Mónica.
A Jessica vai deixar-nos, mas só fisicamente, porque ficará para sempre nos nossos corações.
A amizade, quando é verdadeira, não termina por causa dos quilómetros que nos separam...e a Jessica sabe que não a esqueceremos facilmente!
Desejamos-lhe, a ela e à família, muita sorte na nova vida que vão começar. E ficamos ansiosamente à espera que nos mande notícias.
Aqui deixamos um pequenino trabalho com as fotografias que tirámos hoje, na despedida da Jessica, de volta do bolo e do sumo que ela e a mãe nos ofereceram...E não é que já estamos a sentir saudades???
O pai do João respondeu-nos assim à mensagem sobre a visita que fizémos ao João:
"E o João também quer voltar depressa.
Uma turma como esta, com colegas destes e com professoras assim, numa escola que inclui, dá sempre vontade de regressar.
Foi realmente a melhor prenda de Natal de sempre. O João ficou muito contente, foi um momento de muita alegria e por isso vos agradeço eu, pai deste rapaz que senti ter ficado verdadeiramente feliz, em mais um momento difícil da sua vida, mas que com coragem o está a ultrapassar.
Viveu-se um verdadeiro momento de Natal!
Mais uma vez, o meu muito obrigado a todos vós!
O pai do João.
Paulo"
Digam lá, meninas e meninos...não se sentem orgulhosos por terem contribuido para a felicidade do João, neste momento? Eu sei que sentem. Afinal...Natal são momentos destes, não é verdade? Parabéns pela vossa generosidade. Gosto de vocês, e não é por ser Natal. É por serem assim!
Como já era de prever, marcámos presença na festa de Natal da nossa escola. Desta vez decidimos fazê-lo com uma peça sem palavras. O gesto é tudo!
Modéstia à parte, achamos que nos portámos muito bem (pelo menos fomos bastante aplaudidos).
A história que contamos é muito simples, mas pode bem servir de lição: é bom dar ouvidos aos conselhos que nos dão, mesmo quando nos parecem disparatados. Caso contrário...pode acontecer-nos o mesmo que aconteceu ao Pai Natal desta história...
Era um Pai Natal teimoso. Apesar de avisado pelas crianças para não entrar na chaminé que estava a deitar fumo, logo, havia fogo, insistiu em descer...Teve azar! Saíu de lá aos gritos, chamuscado, e com o fato todo queimado. Que fazer agora? Como iria ele fazer o resto da distribuição dos presentes?
Valeram-lhe as crianças com a sua prodigiosa imaginação. Rapidamente foram buscar coisas velhas, variadas (cá está a importância da reciclagem, reutilização, etc...), e fizeram um original fato novo para o Pai Natal.
Enquanto este muda de fato, apreciem o belíssimo momento de ballet da Catarina, ao som do Bolero de Ravel.
Termina a peça com o Pai Natal a agradecer às crianças, distribuindo por cada uma delas um barrete de natal. E cá para nós, achamos que aprendeu a lição.
Parabéns aos pequenos artistas, que, mais uma vez demonstraram que "de pequenino de torce o pepino"!
A festa da escola é amanhã, mas para nós começou hoje: fomos visitar o nosso amigo João.
Levámos-lhe mensagens escritas por nós, com todo o nosso carinho. Da sala da professora Ilda também lhe entregámos um postal feito pelos colegas: um Pai Natal de cartolina, muito artístico! As professoras Ilda e Nídia ofereceram-lhe um jogo para se entreter enquanto recupera para voltar à escola.
Encontrámos o João muito satisfeito e bem instalado, com o comando da televisão na mão a controlar o "aparelho". Que confortável ele estava. Parece um autêntico principezinho! Não podemos deixar de referir também o apetitoso lanche que nos ofereceram. Que delícia de bolo que a mãe do João fez, com a ajuda dele! Sabiam que o João tem jeito para bolos? Ah, pois é...Podemos dizer que estava "de comer e chorar por mais"!
Gostámos tanto de o ver que queremos deixar já aqui hoje o filme que fizémos lá em casa. E aproveitamos para deixar uma vez mais a nossa mensagem de Natal: Volta depressa, João! Fazes-nos falta!
Já aqui vos dissémos que durante a manhã fomos os artistas da escola! Representamos a peça "A Lenda de São Martinho", que foi um sucesso. Depois...regressámos às aulas! Mas logo de seguida, no final da última aula da manhã, cumpriu-se o que já estava prometido pela DT e pelos professores do COJ, Cristina e Alberto: almoço convívio!
Tivémos algum azar. O almoço era para ser ao ar livre, mas este ano o verão de São Martinho pregou-nos uma partida. Ao contrário da peça de teatro, em vez de sol...fez chuva!
E o que importa isso? O que importa é desenrascar! Não pode ser na rua pode ser dentro da sala do COJ: de joelhos no chão, com as cadeiras a fazer de mesas, lá comemos a bela sopa feita com produtos da horta, seguida de bifanas muito saborosas. Que rica almoçarada! Acreditem ou não, houve quem comesse a sopa toda e ainda pedisse segunda dose. Qualquer dia há mais! Vejam as nossas fotografias.
Eu sei que estou em falta com vocês: ainda não publiquei as fotografias do nosso maravilhoso almoço no COJ. Desculpem...ando muito atarefada com outras coisas. Mas em breve vos prometo que coloco aqui as fotografias.
Hoje venho aqui só para vos deixar um alerta. Às vezes facilitamos um pouco, achamos que as coisas más só acontecem aos outros. Esquecemo-nos que o menor descuido pode ser "a morte do artista". Querem perceber melhor o que eu quero dizer? Então vejam atentamente o filme abaixo, e depois tentem decifrar a mensagem que ele encerra
Pois é verdade! Prometemos e cumprimos! Desafiaram-nos para fazermos a representação de um texto sobre São Martinho, e nós não nos fizémos rogados. Primeiro, um pouco receosos, lá fomos dando os primeiros passos; depois, já mais afoitos, sem medos... O resultado aqui fica, em duas representações: a primeira, na nossa escola, para os colegas das várias turmas, a segunda, na escola do primeiro ciclo, para os mais pequenitos.
A avaliar pelos aplausos, estamos certos que nos desenrascamos muito bem! Apreciem aqui o nosso trabalho.
Quem quiser ter acesso ao texto, pode lê-lo clicando aqui.